CURA
A cura vem com noites como esta... calmas, silenciosas, em que o estar só é sinónimo de paz. Vem com reconhecer o vazio em vez de querer fugir dele.
O renascimento tem silêncio. Tem dias neutros e um coração que ainda não vibra.
Tem falta de esperança e desespero.
A cura às vezes implica cobrança interior, desgaste mental que chega a ser físico.
Vem com incompreenção e perguntas muitas das vezes sem respostas imediatas. Mas vão chegando.
A cura também é isso. O entendimento do que no passado era totalmente desconhecido. A aceitação de ciclos que não podem ser ignorados.
O nosso corpo e mente são mágicos. Afastam-nos de tudo aquilo que não nos fortalece. Por mais que insistamos, por mais que queiramos ficar por ali, a tentar que as feridas sarem com o curativo errado. O corpo rejeita aquilo que a mente não tem forças para negar.
É quando a cura chega. Quando o entusiasmo volta aos poucos, com paciencia e calma.
A vida sabe o que faz
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