Desisto

Nunca pensei que chegasse a hora de dizer isto, mas por vezes temos de saber quando parar, baixar as armas e desistir. Eu sempre tentei adiar o mais possível este facto, mas já não dá mais. Deixas-te de valer a pena, deixas-te de ser a razão da minha felicidade, para passares a ser a razão da minha mais pura tristeza! Vou deixar de me lamentar, vou pôr sentimentos de parte, saudades para trás das costas, e fazer com que tu não passes de algo que passou. Consegues imaginar o que me custa escrever cada palavra destas? Ainda mais com a possibilidade de tu a leres… é terrível. Achava mesmo que isto era algo por que eu nunca teria de passar. Era tudo tão nosso, que eu achava que impossível era acabar, mas infelizmente chegou ao fim. E só agora percebi isso. É verdade. Só agora! E tu já me tinhas dito a tanto tempo… Desculpa se fui uma perca de tempo, se não te fui útil em algumas coisas que querias ou gostavas, mas tentei sempre dar o meu melhor, devidamente a algumas falhas, fiz com que tudo se estragasse. No fundo, tu estas no teu direito, tens a razão do teu lado, eu entendo isso. Quem estragou tudo, não foi mais ninguém se não eu. Fui obtusa. E agora arrependo-me com todas as minhas forças, mas finalmente percebi que isso já não vale de nada para o caso. Tu foste embora, os nossos momentos jamais se repetirão, e eu nunca me irei esquecer de ti, nem que eu tenha mil anos. Foste e sempre serás muito especial, muito mesmo. É com muita pena minha que digo que depois de tudo, desisto. Desisto de tentar alcançar o inalcançável, desisto de lutar por algo que nem luta dá, desisto de ti, e desisto de nós. Espero um dia podermos recordar todas as coisas boas, sem qualquer tipo de intuição vingativa, de uma maneira simples e agradável. Até lá, vou continuar a minha vida, desta vez, serena. E da maneira mais dura: sem ti.

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