Falta... Faltas-me tu

“É por querer dizer tanto, que hoje me faltam as palavras”. Nunca uma frase tinha encaixado tão bem num contexto, nunca uma frase soube tão bem exprimir o que eu queria dizer e não sabia, por essa mesma razão… faltam-me as palavras. Antes tudo era perfeito porque simplesmente tudo o que queríamos estava ali. E agora? O que lhe devo chamar quando acabo de descobrir que afinal, não tinha nada? Eu já não sei. Se calhar nunca soube, e a única coisa que soube fazer até agora foi mandar ao ar, falsas realidades que justificassem o meu estado de espírito. De certo modo, eu consegui. Embora não passasse de uma mentira, mentira que tu criaste, e que eu alimentei. Porque é que não me disseste? Querias brincar? Eu também sei brincar, teríamos feito melhor sem qualquer sombra de dúvida, e agora, não estávamos neste sítio, neste sítio frio e sem luz, onde as vozes para nos salvar, não chegam ao céu! Sabes qual é a minha vontade? É nada. Se houvesse alguma justificação, eu ganharia forças e superava como sempre fiz. Mas agora, acho uma completa estupidez. Não te conhecia assim… Fraco… Incapaz de lutar pelo que realmente queres só para não te desfazeres do que achas que é bom, apenas achas, porque não é verdade. Mas eu digo-te, o teu único bem, sou eu. E agora, perdeste-me. Perdeste-me por culpa tua (embora também minha), tu perdeste-me, temia que acontecesse, mas na hora eu achei que ias ser um homem. Achei que te ias fazer útil, e uma vez na vida, mostrares-me que és capaz. E a única coisa que me deste a conhecer, foi a tua parte fraca, a parte de uma pessoa fria, que não consegue fazer nada sozinho. Olha, agora já não há nada a fazer, eu já não faço parte de ti, e tu, já não és “prato do meu armário”. Só te queria fazer uma pergunta: És mais feliz agora? Ou darias tudo para um rewind? Se um dia leres isto, responde-me. 

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