Where is a wonderfull world?

Interrogo-me imensas vezes em relação a ti. Em relação ao que estás a fazer, ao que gostarias de estar a fazer, ou se simplesmente tudo aquilo a que me dizias ter direito não passavam de fantasmagorias. Consegues ter uma pequena ideia de todo o significado que tens para mim? Já não aguento mais. Ainda me dizem que não sou forte? Que debilito logo no primeiro obstáculo que me é sobreposto? Como? Como é que têm a ousadia de pensar isso sequer? Não é que me importe com o que possam dizer por aí, mas tu… Já olhaste bem para mim? Se calhar o mal foi esse. Nunca olhas-te bem para mim, nunca te passou pela ideia que eu acordo todos os dias com a esperança de que este corra melhor? Nunca olhas-te para mim com olhos de ver, e em vez de veres aquilo que o meu exterior diz, olhares ao meu interior, fizeste isso apenas quando te convinha e esqueceste-te de que eu sempre fui a mesma pessoa. Não vale de nada arranjares pretextos para te “esquivares”, eu sei o que querias com tudo isto, mas vou-te dar uma notícia já não recente: Quem mudou, foste tu e só tu. Não vês que continuo igualzinha? Estou como na primeira vez… Aquela em que olhaste para mim e disseste “Eu amo-te”. Apesar de eu já o saber, soube bem… Soube melhor do que qualquer outra coisa que me pudessem ter dito naquele momento. Porque foste tu, e tu eras o mais importante. Estar a ouvir uma coisa daquelas da tua boca, e estar a ver nos teus olhos que era verdadeiro, foi único.
Acho que hoje, devido à pessoa em que te converteste, já não sinto mais saudades tuas. Sinto saudades de me sentir bem, e a única coisa que te prende a mim neste momento, é apenas por tu teres sido a pessoa a fazer-me sentir bem, é só isso. Pode parecer estranho, mas já não me dizes nada, e acho que a ideia de te teres tornado tão indiferente me deixa triste. Porque não me entra na cabeça a nossa história tão incrível, a meu ver, e o nosso fim tão estúpido.

Eu amava-te e tu amavas-me…

Porque é que só isso não bastou? Pelo menos, deveria… É isto que eu não entendo. Em que mundo estamos que a força do amor já não supera todo o resto? E sim, todo o resto deveria ser inferior ao amor, porque é que já não é? E acredito que a vontade de qualquer um na nossa posição seria mudar o mundo, mudar todo este idealismo que nos envolve, fazer algo que nunca tenha sido feito, ir até onde nunca ninguém foi, nem que fosse para existirem provas de que tudo aquilo que se quer, se pode ter e de uma vez por todas encarar a vida que temos, e deixar de viver a ficção e criar o nosso próprio filme, a nossa própria história em que no final, eu e tu, ficamos juntos. Era só isso que eu queria… Foi isso que eu pedi de presente, sabias? Mas parece que alguém se convenceu de que as prendas materiais já substituem a felicidade. É uma pena viver num lugar assim, é uma pena ter de ver pessoas como nós a perder tempo, que é tudo aquilo que temos a menos, é uma pena...


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